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Pedalando na Cordilheira Branca, Peru, Parte 5
Dia 3 – Chacas a Yanama 13/09/2019 Esse dia planejávamos pedalar 46 km, saindo de Chacas, chegando ao passo Pupash,…

Dia 3 – Chacas a Yanama
13/09/2019
Esse dia planejávamos pedalar 46 km, saindo de Chacas, chegando ao passo Pupash, descendo até Yanama e depois pedalar até um pouco depois da localidade de Vaqueria, na pousada Illary.
Saindo de Chacas
Saímos um pouco mais tarde do que gostaríamos, pois tivemos que trocar dólares por soles em Chacas e não foi nada fácil. Acabamos trocando no hotel mesmo, pagando a conta com dólares e pegando o troco em soles. Fica a dica, saia de Huaraz com no mínimo uns US$ 200 já trocados, pois será difícil trocar em outros lugares.
Descida de Chacas, o único asfalto do dia
De Chacas, era uma grande descida até a entrada de Acochaca, onde tomamos a esquerda rumo a Sapchá. Era um caminho todo de terra, por estradinhas rurais que serpenteavam as montanhas de Conchucos, subindo até o passo de Pupash, a mais de 4.000 m.
Essas regiões de Huaylas e Conchucos são ocupadas por pequenas propriedades rurais, com normalmente a família vivendo no local e cultivando batata, criando ovelha e outras culturas. Nunca ficamos muito longe de alguma casa. Também é uma região onde muitas pessoas só falam o quechua ancashino. Numa situação, pedimos informações para uma senhora e ela falava quase nada de espanhol. Como o nosso quechua era nulo, a conversa acabou ali. Até tentei decorar algumas expressões em quechua antes da viagem, mas eram palavras longas e complicadas. Acabei desistindo e contando só com o espanhol, o que funcionou.
Por essa região ser bem isolada e quase sem turistas, foi a que mais sentimos uma interação mais autêntica com os moradores. As pessoas eram mais curiosas e simpáticas em interagir. Num dos vilarejos em que paramos, Lluychush, ficamos conversando com uns moradores, muito interessados em nossa viagem. Tiramos a foto abaixo, que revelei algumas cópias e mandei para eles quando voltei ao Brasil.
Velha igreja de Lluychush
Nova igreja de Lluychush
Nossos amigos em Lluychush
Depois de Lluychush, a estrada continuava cheia de curvas até Sapchá, um vilarejo com um pouco mais estrutura, onde paramos para tomar um lanche e comprar alguma coisa na venda local.
Pracinha de Sapchá
Venda da Alejandra, em Sapchá
Vida social em Sapchá
Magrelas descansando das infinitas subidas
Seguimos por belas e tranquilas paisagens até Wecroncocha, outro pequeno vilarejo. Chegamos na hora da saída da escola, onde uma multidão de crianças de 6 a 12 anos tomava a rua. Ficamos espantandos com a quantidade de crianças para um lugar tão pequeno. Conversando com um casal local, nos disseram que as famílias têm em média de 4 a 5 filhos. O bacana era que as crianças eram educadas e curiosas, que conversavam e apostavam corrida com a gente.
Ricardo papeando com os alunos na chegada a Wecronchoca
Wecroncocha
Depois de Wecroncocha, a estrada desce por um bonito vale e vai se encontrar com a subida do Pupash. Na nossa frente víamos os glaciares da Cordilheira Branca e o ponto mais baixo da crista da cordilheira onde seria a nossa passagem. Nas campinas ao lado, pastoras tomavam conta dos rebanhos de carneiro, num visual bem andino.
Quando começamos a subida do Pupash, descobrimos que havia uma marcação da quilometragem até o topo nos barrancos e pedras da estrada. Começava pelos 5 km e ia diminuindo a cada 500 m. Foi uma subida difícil, com pedras soltas e alguns pontos de inclinação mais alta. Cada quilômetro diminuído na marcação era uma conquista. Quando chegou a 1 km, a marcação era a cada 100/200 m. Foi uma motivação extra.
No alto do Pupash, a 4.068 m
Chegando no passo, paramos um pouco para descansar. Eu fiz uma pequena homenagem a Pachamama, deixando algumas folhas de coca e jogando um pouco de água no ponto mais alto. Dali até Yanama seriam 10 km de descida íngreme, numa estrada bem irregular. Um lugar bem ruim para se comprar um terreno, então, fomos na maciota para preservar tanto o jóquei como o cavalo.
Um pouco antes de Yanama, passamos por um campo onde estava sendo preparada a festa do padroeiro do distrito. Já havia uma bandinha ensaiando e, mais tarde, haveria foguetório, música e muita bebida, como é comum nessas festas peruanas. Esse vídeo aqui mostra a festa patronal de Yanama em 2018.
Chegamos em Yanama as 16h e teríamos mais uns 10 km de subida até nosso destino em Vaqueria. Resolvemos dormir ali mesmo e deixar o dia seguinte ainda mais desafiante, pois subiríamos até ao Portachuelo, batendo novamente nos 4.700 m.
Nossa suíte presidencial em Yanama
Achamos uma pousada bem simples e barata (25 soles para os dois). Deixamos nossas coisas, tomamos um banho e fomos tomar um sorvete na pracinha. Acabamos comprando um chip da Bitel, coisa que deveríamos ter feito bem antes. Compramos comida para o próximo dia e jantamos no restaurante do dono da pousada.
Resumo do dia
- Distância: 50.4 km
- Ascensão: 1.802 m
- Ponto mais alto: 4.068 m
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Pedalando na Cordilheira Branca, Peru, Parte 5”?
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